Campo Grande, a capital do Mato Grosso do Sul, foi a cidade eleita para a realização deste tão importante evento. É conhecida como uma das capitais mais arborizadas do país, possui uma grande variedade de áreas arborizadas, desde os 200 hectares de parques protegidos, APP’s transformadas em parques lineares, quintais, ruas de bairros e canteiros centrais arborizados com espécies nativas. A arborização é sem dúvida o maior patrimônio público de Campo Grande, sendo uma das poucas cidades do país onde a fauna – representada pelas capivaras, araras, quatis, tucanos e diversas outras espécies – pode ser facilmente avistada pelos moradores da cidade e seus visitantes em plena área urbana, um hotspot de “Bird Watching”.

A SBAU tem por objetivo principal com a realização de eventos a troca e atualização de conhecimentos na área, bem como a difusão das boas práticas entre os diversos atores da cadeia produtiva, inclusive os cidadãos www.sbau.org.br

O tema geral do congresso é a Floresta Urbana Viva.  A proposta é despertar a atenção para a singularidades das florestas urbanas, como geradoras de conexões entre homem e natureza, entre cidade e entornos. A floresta urbana viva é aquela que abriga (eco)sistemas capazes de se manter e se reproduzir apesar das interferências  e conflitos existentes com as infraestruturas (aéreas, ao nível do solo e subterrâneas) necessárias à cidade. Norteado por essa ideia, o XXIV Congresso Brasileiro e III Congresso Ibero-Americano de Arborização Urbana abordará  a cadeia produtiva da arborização, a contribuição da arborização urbana para a biodiversidade e para a sociobiodiversidade, a importância e contribuição da pesquisa, da inovação, do desenho e do planejamento.  Este evento marca os 30 anos da Sociedade Brasileira de Arborização Urbana e se destina a   pesquisadores, gestores públicos e privados, profissionais autônomos, empresas e interessados em geral, incluindo uma programação especial para o público infantil.

EIXOS TEMÁTICOS:

– Tema 1: Biodiversidade da floresta urbana tropical: A qualidade da arborização na cidade depende da diversidade taxonômica e funcional da vegetação existente e disponível para ser usada em programas e ações. Este tema pretende desenvolver as dimensões da biodiversidade que a arborização urbana em cidades tropicais abriga, dando sentido ao termo “floresta urbana viva”

– Tema 2: Cadeias produtivas da arborização urbana: Neste subtema pretende-se abordar aspectos da indústria da arboricultura e o conjunto de atores envolvidos no consumo, produção e  mercado de mudas, organização e gestão dos serviços urbanos, regulações e cultura local, para florestas urbanas vivas. 

– Tema 3: Estratégias de desenho e planejamento da arborização urbana: Este subtema pretende desenvolver a questão das configurações e desenhos com que a natureza participa das cidades.  As conexões que podem ser destacadas entre as leis, os planos locais e as práticas sociais para que consolidação de padrões mais saudáveis de estruturas urbanas e que contribuem para cidades e florestas urbanas vivas,  mais  resilientes e mais sustentáveis.

– Tema 4: Pesquisa e inovação em arborização urbana: Abordagem de bases cientificas para criar, proteger, manter e gerir a floresta urbana. Relação universidade/centros de pesquisa e sociedade; ciência aplicada; inovação nas abordagens, métodos e técnicas para proteger,  ampliar  e vitalizar a floresta urbana em consonância com o suporte físico e a comunidade.

– Tema 5: Educação para a sociobiodiversidade: Este eixo pretende abordar a natureza na cidade e a natureza da cidade. Como as comunidades podem ser beneficiadas pela floresta urbana viva? Como as árvores podem conectar as comunidades e incrementar a vida em comum?  Que estratégias podem conscientizar sobre a importância do convívio entre pessoas e floresta urbana?